Você, com certeza, deve ter ouvido muito essa frase com diversas maneiras: como interrogação, como exclamação, com reticências, com preocupação, com ódio, com desespero, enfim, uma infinidade de expressões. Enfim, uma frase que merece ser analisada por todos os aspectos.

Mas, aqui nesse espaço que defende a classe trabalhadora, a forma mais comum é o desprezo e a indignação. Desprezo porque mais de 70% desse Congresso defende os empresários, divididos em diversas bancadas: a bancada da bala, da bola, das bets, dos bancos, da bíblia, do agro. Da indignação, porque todos eles não estão nem um pouco preocupados com o Brasil, defendem exclusivamente seus próprios interesses, sejam eles políticos ou econômicos. 

Agem para se manterem com algum poder, para cumprir com as demandas de seus financiadores de campanha, ou para abocanhar parte do orçamento público que deveria atender as necessidades de todo o Brasil, e não de seus currais eleitorais. Sem falarmos da mal aplicação desses recursos via “Emendas Parlamentares” que quase não têm nenhuma transparência ou uma fiscalização efetiva por parte dos órgãos fiscalizadores. Não é à toa a gritaria com ministros do STF, em especial o Ministro Flávio Dino, que suspendeu algumas delas por não ter nexo com a realidade, ou seja, não se sabe o porquê? Para onde? Para quê? Por quem? A quem atende? E, algumas vezes, nem se sabe quem pediu a emenda. Vivemos uma época em que o Congresso simplesmente sequestrou metade dos recursos para investimentos pelo Governo Federal para atender seus interesses específicos. É preciso ficar claro que a proposta de orçamento federal é modificada e votada pelo Congresso.

Não bastasse tudo isso, assistimos a um festival de vaidades e interesses partidários. São votações onde a preocupação é de simplesmente fazer oposição ao Governo Federal, procurando não permitir que o governo aplique recursos expressos em seu programa de governo. E, por outras, defender interesses de grandes negócios particulares. Além de defender as pessoas do andar de cima, aqueles de colarinho branco, como foi a vergonhosa aprovação da chamada “PEC da bandidagem”. Ou “PEC da blindagem”.  Essa proposta de Emenda Constitucional, aprovada na Câmara Federal em setembro de 2025, tinha por objetivo blindar políticos dificultando sua prisão e abertura de processos criminais. Era uma retaliação às ações do Suprem Tribunal Federal que investigava diversos parlamentares. Felizmente, essa proposta foi rejeitada pelo Senado Federal.

As últimas votações, como a rejeição da indicação de um Ministro para o Supremo Tribunal Federal pelo Governo Lula, simplesmente para impor uma derrota e fazer um jogo para as próximas eleições, e a redução de pena para os defensores do golpe de Estado em 2023, são um exemplo claro de que lado está esse Congresso.

Como podemos ver, os motivos de diversas narrativas dessa frase não são fora da realidade. Tem ampla e total justificativa. Sem dúvida: eles não podem achar ruim a imagem de que Esse Congresso é Inimigo do Povo!

Imagem: Congresso Nacional

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