Assassinaram o poeta, mas não sua poesia
Que já anunciava sua morte!
Sob escombros de prédios destruídos
E construções dizimadas
Por bombas bilionárias,
Drones de última geração,
Produzidos por mentes brilhantes
Em modernas fábricas
Que, no lugar de matarem a fome,
Produzem a morte em série:
De homens, mulheres, velhos,
Jornalistas, médicos, professores,
Mas, principalmente, crianças…
Inocentes!
Sem casas, sem comida, sem dignidade,
Transformando um antigo lar
Num enorme cemitério.
Ruínas de uma antiga vida.
Morrem com tiros, com bombas, queimados,
De fome, de sede, mutilados…
E morrendo de frio,
Quando acendem fogueiras,
A fumaça lhes denuncia a posição
Virando alvos fáceis
Para as “armas inteligentes”,
Portadoras da morte,
Guiadas por homens insensíveis e burros.
E enquanto se peregrina pelo território,
Em busca da fugaz sobrevivência,
Na falta de alimentos,
Ou de qualquer outra ajuda,
(Visto que vivem na maior prisão
A céu aberto do mundo),
Morrem até com paraquedas que caem sobre suas cabeças,
Trazendo a tal “ajuda humanitária”,
Ou em chacinas nas filas de comida.
Já não possuem casas, hospitais, escolas,
Templos religiosos, dignidade, humanidade…
Verdadeiro massacre.
Limpeza étnica
Planejada, anunciada, executada,
Gravada, filmada, televisionada,
E solenemente pelo mundo ignorada.
Pessoas assassinadas pelo estado sionista,
Estado terrorista, governo genocida,
Que diz estar atacando para se defender
De terroristas.
E para “matar terroristas”,
Se propõe eliminar todo um povo.
Palestina livre!
Imagem: Bruno O.

