Por Professor Sergio Luis do Prado

Mais uma vez a educação tratada com VIOLÊNCIA e descaso. No Estado de São Paulo, uma mentirosa educação por plataforma que só serve para encher os cofres de algumas empresas fornecedoras do governo estadual. Na Prefeitura de São Paulo, ao invés de discutir os problemas para providenciar as incontáveis adequações necessárias para uma suposta educação integral, a administração amplia um programa de educação em 7 horas (integral???) que se mostrou precária e ineficaz. O SPI (programa da prefeitura de São Paulo que expande o tempo de permanência dos alunos na escola) sacrifica crianças na primeira infância, JOGADAS por 7 horas em escolas sem áreas verdes, sem espaços de lazer, sem espaços de descanso, sem estrutura esportiva adequada; sacrifica profissionais da gestão escolar rebolando pra conseguir encaixar turmas de 7 horas com turmas de 5 horas no mesmo espaço, sem quadro profissional adequado, sem espaços, escolas com estrutura totalmente inservível para tal; sacrifica professoras e professores que precisam “se virar nos 30” para conseguir completar jornadas e alguns MILAGRES para conseguir seus acúmulos LEGAIS (um cargo só significa vencimento muito baixo, e ainda por subsídio e não salário). Não há estrutura predial, não há recursos materiais, não há profissionais em quantidade suficiente, não há vergonha da PMSP (Prefeitura Municipal de São Paulo). É uma mentira. Atende algum(ns) interesse(s), certamente NÃO o de uma educação de qualidade. Não há discussão. Quem está no chão da escola vivendo os problemas, os jovens matriculados, as famílias atendidas, não são ouvidos. Eles que engulam o que foi decidido. Enquanto isso, a educação não existe. A despeito dos protestos, críticas e insistências da maioria dos profissionais em educação quanto aos absurdos cotidianos. Precarizar para privatizar. Muitos governadores e prefeitos podiam vender seus cargos para a iniciativa privada, também. Sigamos assim, com a administração pública de diferentes esferas cometendo crimes (CRIMES, não é metáfora!) contra a educação. Ironicamente, esses crimes não são contra a lei. São crimes “legais”. Uma vergonha. Uma vergonha!

Imagem: Mauro Castro