Organização e lutas trazem conquistas
Encontro, saúde, movimentos, universidade, programa de aceleração do crescimento, implantação hospitalar. Lutadoras e lutadores fazendo a organização lutando por saúde para nossa região. Conquista vem de lutas, vejam a demonstração.
Aconteceu no Sábado, 28 de março de 2026, em Santo Amaro, um encontro realizado pelo Fórum Regional Sul de Saúde, com a participação da representante da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), Dra. Lumena Almeida Furtado, a qual fez uma demonstração do projeto do futuro hospital Universitário, a ser construído em Santo Amaro. Destacou que: como é um hospital escola, este será vinculado à UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).
A dinâmica do encontro se deu com a coordenação fazendo uma breve abertura sobre o objetivo a ser tratado, abrindo espaço para que representantes de diversos movimentos populares presentes fizessem uso da palavra. Em seguida, a doutora fez uma exposição, com a exibição de um vídeo, mostrando a planta a ser construída e o passo a passo do projeto a ser implementado. Depois da apresentação, fez uma abertura para questionamentos e sugestões. Explicando o projeto e a sua viabilidade com recursos para a saúde sendo a prioridade mais equipamentos e tratamento humanizado. Dra. Lumena destacou que esta conquista é fruto dos esforços que vêm sendo feitos, no sentido de ter recursos financeiros voltados para a área da saúde, buscando a concretização de um hospital público para a população da região sul, tão carente de equipamentos nesta área.
Esta luta resultou na inclusão de recursos no valor de 257 milhões de reais no programa do PAC, (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. Pelo cronograma, a obra deve iniciar em junho de 2026, com duração de 36 meses para a sua conclusão. O local é na avenida Padre José Maria, 545, Santo Amaro, próximo à Estação do metrô Largo Treze. Na sua explanação, a doutora enfatizou os cuidados que tiveram na elaboração do projeto, para que o hospital possa funcionar de forma integrada, intercalando todas as áreas de trabalho, facilitando o fluxo entre atendimento e pacientes, que além das especialidades de alta complexidades, tiveram a preocupação com a humanização do atendimento hospitalar, onde haverá um auditório para reuniões e debates; terá um coloração de pintura nos diversos espaços que desperte alegrias; um local ecumênico para as diversas crenças; um olhar para a saúde indígena e outras inovações.
Uma grande conquista para toda população com os movimentos de saúde fazendo a organização, estando sempre vigilantes e mobilizando a população. A professora realça a importância de ter um hospital com 326 leitos, distribuídos em várias áreas de tratamento, que suprirá parte das carências médicas da população. Acrescenta que há um componente social novo na composição do corpo de médicos e médicas que está se formando e que vai atender a população, onde muitos deles são pessoas que cresceram sendo atendidos nas UBSs do SUS e conhecem bem esta realidade. Após a apresentação do projeto, abriu-se para perguntas e esclarecimentos.
Entre as várias perguntas que surgiram, uma delas foi no sentido de “qual a garantia que se tem que a construção do hospital vai ser concluída, tendo em vistas de que este ano tem eleições para presidente, e se por uma eventualidade houver uma troca de governo?” No debate, entre as propostas apresentadas, duas delas vão no seguinte sentido: fazer mobilização popular e acompanhar o andamento da implantação das obras, inclusive fazer vigília no local. Outra argumentação foi de que é preciso eleger o Lula, para evitar o risco do projeto ser interrompido, afirmaram os participantes no debate.

